Ir para a sala de aula e pensar em maneiras de tornar as aulas mais atrativas para os alunos, acredito que tem sido uma preocupação não de todos, mas de grande parte dos envolvidos no projeto. Durante todas as reuniões das segundas-feiras buscamos encontrar as falhas, apresentar as frustrações, os desejos para com a sala a qual estamos trabalhando (no meu caso o terceiro ano C).
Perceber a maneira com que os alunos tratam a disciplina em detrimento das demais, é triste para nós que procuramos maneiras de ligar a chavinha interna dos alunos a qual vai mudar o modo como eles lidam com a mesma. Desde o início falamos da importância do inglês para a vida deles, e parece que eles não conseguem assimilar isso. A impressão que tenho é que os professores estão falando inglês e os alunos continuam na sua língua nativa. Não está havendo comunicação. E eu estou percebendo que a todo momento nos professores precisamos estar pintando o não só o 7, mas todos os números juntos e ficando de ponta cabeça pra poder chamar a atenção dos alunos pra algo que vai ser de tanta importância pra vida deles. Já poderia estar sendo, na verdade, mas enquanto eles não se derem conta disso, as coisas não vão fluir. E por mais que seja da nossa vontade que o nosso trabalho funcione, nós não podemos ignorar a parcela de responsabilidade e de influência dos alunos no resultado dessa proposta.
Acredito na colaboração não apenas nas reuniões entre todos os bolsistas e coordenadores, mas também entre os professores e os alunos da escola pública. Eles não vão aprender enquanto não se abrirem pra isso. E parece que é o que está acontecendo. Parece que estão fechados pra aprender a língua, não demostrando nenhum tipo de interesse para a mesma. A nossa parcela, é sem duvidas muito grande. Eles vão se interessar, mais ou não, de acordo como a matéria for sendo apresentada à eles. Mas observar as coisas por essa perspectiva é meio que dizer que não estamos nos esforçando já que não estamos conseguindo fazer com que os alunos aprendam o que estamos ensinando. E isso não é verdade. Concordo que precisamos melhorar e buscar um jeito fazer com que essas dificuldades sejam sanadas. Mas isso não significa que estamos sentados de braços cruzados esperando os alunos virem até nós e se mostrarem interessados, como também acredito que não vamos conseguir nada se apenas nós professores estivermos empenhados.
Essa semana não fomos para sala, pois a escola dispensou as aulas por conta das provas. Confesso que estou com medo dos resultados dessas avaliações. Mas eu sinceramente espero me surpreender.
"Ninguém sabe tudo, ninguém ignora tudo! Todos sabemos alguma coisa; todos ignoramos alguma coisa, por isso aprendemos sempre".
ResponderExcluirPaulo Freire
Penso que os maiores artistas de todos os tempos são os professores. Todos tem que desenvolver múltiplas habilidades que muitas vezes desconhecemos, mas doa a quem doer o espetáculo não pode parar.
ResponderExcluirMe sinto assim como vc querida Lanna em muitos momentos na sala de aula. Sei que estamos fazendo o impossível para termos aulas diversificadas e interessantes para os nossos alunos, mas não vejo a receptividade dos mesmos. Ouço às vezes por parte deles coisas que me magoam, penso se isso vai mudar...
Penso que nós como futuros docentes da língua inglesa, estamos tentando mostrar aos nossos alunos no projeto a importância de falar uma segunda língua.
Com certeza se nos reportarmos ao nosso tempo do Ens. Fundamental e Médio não visualizamos tamanho interesse com uma língua estrangeira, daí percebemos alguns avanços.
Muitas mudanças ainda estão por vir, e já estamos fazendo parte dessa evolução, pois somos capazes, e estamos cada vez mais prontos e conscientes do nosso papel como "futuros docentes".