quinta-feira, 17 de maio de 2012

Bom dia!?


Intrigante o descaso das autoridades pelas greves das escolas estaduais. Os professores permanecem em greve. Nós como fazemos parte do PIBID de Inglês em uma escola estadual permanecemos ausentes da sala também, porém nossas reuniões toda segunda das 07:30 às 11:30 permanecem. Entre debates, discussões e experiências partilhadas, afinal temos duas representantes das escolas estaduais entre nós, ansiamos todo instante por mais seriedade das autoridades e respeito para com todos que dedicam suas vidas à educação no país!
Mas e como fica todo atraso? E como ficam essas crianças que não estão indo a escola? E os pais que muitas vezes precisam deixar de trabalhar para cuidar deles  ou procurar uma maneira para que não fiquem em casa à sós?  E os professores que precisam pagar suas contas e tiveram seus salários cortados? E para se alimentaram
? E seus filhos? Pagar contas? É, as coisas são mais sérias que aparentam! Em Salvador: Em protesto, a categoria montará bancas na praça para vender frutas, verduras e legumes. “Já que o governador cortou nossos salários, vamos vender tomate, cebola, laranja, para conseguir arrecadar dinheiro e manter o movimento engajado”, explicou o presidente da APLB, em entrevista ao Bahia Notícias.

A situação está tão séria que os professores das Universidades Federais da Bahia entram em greve a partir de hoje. A decisão foi tomada dia 12/05 e a greve é por tempo indeterminado. 

A greve foi aprovada sem nenhum voto contrário, com 33 votos favoráveis e três abstenções. A reunião contou com a presença de 60 representantes de 43 Ifes. No momento da votação estavam presentes docentes de 36 instituições.

Reivindicações

Tendo como referência a pauta da Campanha 2012 dos professores federais, aprovada no 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro, os docentes reivindicam a reestruturação da carreira - prevista no Acordo firmado em 2011 e descumprido pelo governo federal. 

A categoria pleiteia carreira única com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Universidades e Institutos Federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente. 
Vale lembrar que estas são reivindicações históricas da categoria docente e que a reestruturação da carreira vem sendo discutida desde o segundo semestre de 2010, sem registrar avanços efetivos.

O acordo emergencial firmado entre o Sindicato Nacional e o governo no ano passado, estipulava o prazo de 31 de março para a conclusão dos trabalhos do grupo constituído entre as partes e demais entidades do setor da educação para a reestruturação da carreira.
Por diversas vezes, o ANDES-SN cobrou do governo uma mudança na postura e tratamento dado aos docentes, exigindo agilidade no calendário de negociação, o que não ocorreu. A precariedade nas Instituições Federais, em diversas partes do país, principalmente nos campi criados com a expansão via Reuni, também vem sendo há tempos sendo denunciada pelo Sindicato Nacional.

4 comentários:

  1. É uma pena que uma greve como essa passe despercebida pela sociedade. Parece que a apatia toma conta da população que perdeu a capacidade de se indignar... Cada vez mais eu penso que só uma grandessíssima greve geral, unindo os setores que lidam com os direitos básicos do cidadão (saúde, segurança e educação) faria com que, tanto autoridades, quanto a população saíssem de sua zona de (des)conforto.

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    1. Ha tantos fatores, tanta discussões e nenhuma solução, infelizmente o sistema educacional é falho e de pouca seriedade com os reais problemas existentes.

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  2. Na verdade, a classe que abrange o setor educacional nesse país não sabe o valor que tem.
    Talvez seja por isso esse descaso.

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